sexta-feira, 19 de novembro de 2010

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Tan Solo Vuelo

O meu caminhar solo
E a brevidade a espreita
Tateando o ócio
A saudade beija

Neste instante dado
De soslaio o olho
Num sentir mais frágil
Me inunda o corpo

E tu não passas
Nem palavra alguma
São as mãos no raso

Um infinito estar
Um padecer sem ti

Um silencio e mar !!!

Ao Som De Ricardo Arjona – Vuelo.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

The End

 Foto: teresa sá
Suas coisas todas, amontoadas na sala. Suas fotos, seu cheiro, suas manias, seus discos, suas cartas, seu desamor. Leva tudo e grita minha covardia. Tapo meus ouvidos e coloco cadeado nas portas. Tudo seu. Memórias têm eco e eu ficarei por um bom tempo ouvindo  tua voz e as paredes repetindo tua alegria até que eu grite amor e o som da minha voz não mais te encontre.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Engano

Nós pensávamos que era amor, era só um laço mal feito que desatou pelo caminho. Amor é um nó cego.

sábado, 14 de agosto de 2010

Costume de amar

"Posso escrever os versos mais tristes esta noite". Mas sequer há noite estrelada, astros azuis ou vento que ajudem a compor esse enredo. É bravio o mundo lá fora, saem úmidas as palavras e há essa noite imensa despencando sobre nós. Eu piso no que sobrou do choro, e os pés vão saltando as poças.
É certo. "É tão curto o amor, tão longo o esquecimento".
E porque culpa será julgado alguém que amou e conjugou o verbo em excesso?
Há essa leve suspeita que já não exista mais nada, ninguém, além do amor, que aço, resiste. E nossas memórias, misérias que nos mantém.

Eu e Neruda