O tanto que ainda espero
Do gosto, que por certo, quero
Tom que ainda está por vir...
Esta distância, creia
Só meu outro jeito de sentir
Enquanto estes teus olhos, moço
São lapsos de poesia em mim.
E tanta saudade nutrida no peito
É amor embalado com cuidado.
Decorado com laço de cetim.
É simples, mas é meu coração.
sexta-feira, 25 de março de 2016
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015
A poesia dorme
numa rede estampada de flores amarelas
Se estica, espreguiça
feito gato
Fica lá quieta, num canto
numa rede estampada de flores amarelas
Se estica, espreguiça
feito gato
Fica lá quieta, num canto
Esquecida,
desamparada
quem não sabe dessa sua sina
Diz que está morta
Está é a espera de um descuido
um agrado
um verso
um sonho
um punhado de afeto
Aí as palavras despertam
se esticam e saem por aí
de mãos dadas.
É o amor que acorda a poesia.
sábado, 3 de janeiro de 2015
Há anos que têm jeito de década.Tudo é muito, dinâmico e veloz. Há energia em tudo. Em cada segundo, em cada avanço, em cada recuo. Há uma movência nos dizendo que isso tem nome e se chama vida. Que cada vez que não experimentamos, não partimos, não desapegamos, cada vez que apagamos as estrelas que habitam nossos olhos e atrasamos o sonho, morre um pouco de nós. Agora, do alto, você se observa nos reflexos de tantos caminhantes e tantas vielas. Você vê e aprecia. Vê e se autocensura. Vê gostando disso, odiando aquilo. Vê se descobrindo mais humana. Se vê em tudo, formando uma imagem fiel e imperfeita de si mesmo. Agora você enxerga. E enxerga porque olha de cima. Agora você entende, porque o ângulo de visão te permite. Antes rasteiro como o de uma serpente. Agora de águia. E do alto onde tudo se vê, a verdade não é mais susto, nem aflige. Os significados do mundo estão dilatados, e nem tudo, olhando de cima, é como te disseram que era. Agora você enxerga e desconstroi. Porque agora você é aguia, não serpente. E se sabe imperfeita e sábia, dona de histórias que só a você pertencem, de emoções que sabe, não podem ser terceirizadas. Agora você entende que o maior prazer da vida não é sentir-se confortável, é sentir-se vivo. E se vê colecionando decepções e narrativas de sucesso com a consciência de que já não precisa idolatrar suas forças nem silenciar os medos. Você que agora é águia. Que precisa dos vôos rasantes porque é no chão que deixa suas pegadas, mas é de cima que se vê. E é das alturas que você descobre que há vida além dos limites. Porque agora você é águia.
terça-feira, 30 de dezembro de 2014
Que 2015 venha gentil, venha suave, venha sorrindo. Pode vir com ou sem opcionais. Pode ser simples, básico, com alguns itens de série, mas que não encrenque e não pare de funcionar de repente. Não precisa ser nenhuma edição extraordinária, mas traga o essencial: amorosidade, encantamento, ternura. Que venha sopro e chama, que nos incendeie e acalme. Não precisa de rima ou versos retos, mas é indispensável poesia. Um ano sem muita aspereza, de caminhos limpos e obstáculos suficientes. Tranquilo mas não tanto, pulsante, mas não tanto, o bastante para algum frio na barriga. Que venha de portas abertas e cortinas balançando suavemente nas janelas. Venha brincalhão e sensato, com o viço da criança e a sabedoria do ancião. Que venha em pequenas epifanias e compreensões menos fragmentadas. Que seja aprazível, antiderrapante e que não nos esfole os joelhos. Joelhos no chão só para reforçar nossa fé. Que não nos faça sofrer, que não nos pegue chorando. Que nos permita o convívio com quem nos faz bem e não nos roube os momentos raros. Que venha generoso, que não nos apresente apenas um caminho, mas nos presenteie com um mapa de possibilidades. Não precisa ser standart, pode ser simples, mas que venha gentil, venha suave, venha sorrindo...
sexta-feira, 1 de agosto de 2014
Streap Tease
E se chega assim
sem pedir licença
Me lê
me narra
descreve
decifra meus códigos
e me deixa assim...
desnuda
sem resposta
de que me vale
o corpo fechado
se a alma é exposta?
Assinar:
Postagens (Atom)

