o que um rio sente quando invade o mar nem as águas sabem até chegarem lá
j.r. lima
sexta-feira, 23 de julho de 2010
E você que pensou vender sonhos impossíveis, mal sabia...Deixou amor espalhado por todos os cantos de mim. E quando esse amor me bagunça, amontoo tudo e tranco a porta. Quando abrir novamente, já sei, vai sangrar bonito!
espaçadas estridentes da boca pra fora atravessam o detetor de metais grudam nas paredes se espalham pelo chão. Amanhã, vai dar um trabalho danado amontoar tudo isso Vai parar tudo no lixo No latão não reciclável das palavras indecentes.
Sete horas e os campos pálidos gélidos de tristeza vão choramingando ais aos transeuntes
Dor de campo em dias de geada É dor de gente quando um minuano cortante salta da boca de alguém.
Mas a natureza só pra provar que é mãe aquece um solzinho daqueles de meio dia e com vestígios de ternura acaricia as entranhas da terra despertando tudo que é morto.
E ao final, ele desaparece mansinho sumindo sumindo Assim como um amor de partida