terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Continuum

 [Imagem de autoria desconhecida]

Você que agora mudou  meu nome, escuta...O amor tem força sobrenatural para manter o estado intacto das coisas. Aqui está tudo no lugar.  O teu sorriso em minha boca, teus conflitos no meu peito, teu coração no meu pulsar. Bebe a mágoa que guardou de mim em doses bem pequenas. É tendência com a idade aprimorarmos nosso paladar, e você descobrirá que o amargo que sentes ainda comprimindo sua boca, é porque você não é dado à experiência dos sabores, o tempo tratará de aprimorar teus sentidos.
É preciso por ordem nas coisas depois do caos. Há um tanto de cósmico por aqui agora, e depois de girar e girar e da bagunça que nosso sentir deixou pra tras,  ficou apenas aquela poeirinha sua na minha superfície. Vez em quando eu sopro e suas partículas voam, e você sai de mim um pouco. O problema é que eu ainda só sei soprar pra cima.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Estrada

Enquanto ele olha pra estrada, eu olho para o céu. Ele segue e deixa meu céu em movimento. O amor é assim. Você segue rumo à sua história e movimenta o horizonte do outro.
Daqui ó

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Aviso...

Você que conhece meu impulso, sabe que "nunca mais" é sempre muito comprido. E eu, mulher pequena, pouco mais que metro e meio...

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Morre-se

“Escrevo em folhas de papel. Você recolhe e guarda, temendo desaparecerem. Alguma coisa se perderia se elas nunca fossem lidas? Talvez nada, porque escrevo apenas para me livrar da memória. Esses rabiscos são o meu esquecimento. Lembra as pinturas rupestres nas paredes da caverna que visitamos? Alguém desejava livrar-se da memória que o incomodava e pôs-se a desenhar e pintar nas pedras. Escrever é a maneira mais simples de morrer, embora muitos achem que é o único modo de permanecer vivo."
    [Ronaldo Correia de Brito, na quarta capa de retratos imorais]

sexta-feira, 19 de novembro de 2010